MARIA, DO CRATO PARA O MUNDO Nos idos de 1945, Dona Nenzinha e os 4 filhos esperavam o vapor em Petrolina (Pernambuco), para fazer a travessia do Rio São Francisco até Juazeiro na Bahia, onde estava o marido, seu Joaquim Passos, quando a filha Maria fugiu. Maria não estava feliz.. tinha sido obrigada a largar o noivo que amava, um mestiço de índio, fazendeiro rico, grande, forte, cabelo preto escorrido até os ombros, aparência indígena mesmo, sem sequer se despedir dele. A mãe, dona Nenzinha, apenas ordenou, no mesmo dia da viagem, que fizessem as malas pois estavam de partida para encontrar o pai. A princípio seu Joaquim, pai de Maria, tinha aceito Zé Bento como pretendente. O noivo já tinha separado um cavalo branco e mandado fazer a sela especialmente pra Maria. Mas seu Joaquim não gostava muito da aparência do caboclo, e talvez se sentisse um pouco humilhado pela superioridade financeira do genro, já que ele próprio tinha perdido todo o patrimônio na sêca de 7 anos...
Relatos da família de Joaquim Passos da Silva e Maria Suares da Silva, eventos reais acontecidos no Nordeste brasileiro nas décadas de 1930 à 1950, que marcaram a vida e o destino de seus descendentes.