À Espera da Chuva
Quando a seca chegou de vez, meu avô Joaquim Passos ainda não imaginava que sua vida estava prestes a mudar para sempre. Os fatos aqui descritos foram contados por minha mãe, Maria Leandro, que tinha apenas 6 anos em 1932, quando a chuva abandonou de vez o sertão. Os fatos ela ouviu da mãe, dona Nenzinha, e das pessoas mais idosas, anos depois. Os detalhes dos horrores vividos à época em que se retiraram da fazenda do pai em Lavras de Mangabeira, estavam marcados na mente da família. (1) (2)
Joaquim Passos era dono de uma grande fazenda, com plantações, criação de animais e muitos colonos. Era descendente de holandeses estabelecidos no Ceará desde o período das invasões no século XVII. (3) (4) Embora tenham sido derrotados e expulsos após a Batalha dos Guararapes, em 1654, os holandeses já haviam constituído famílias no Nordeste brasileiro nos 30 anos de ocupação.
Joaquim tinha todas as características físicas de
holandeses. Na família, a agricultura era um conhecimento transmitido de
geração em geração, e ele era reconhecido como um excelente agricultor.
O sertão enfrentou sucessivas estiagens e longos períodos de irregularidade das chuvas, culminando nas grandes secas desde 1909 até o presente. Maria nasceu em 1926, a segunda filha de Nenzinha e Joaquim, e se lembrava bem da época em que os açudes secaram. Ainda havia água nas cacimbas, que era carregada em latas de querosene ou potes de barro para as casas. Minha mãe contava que até 1932 chovia de três a quatro vezes por ano, e era suficiente para boas colheitas de milho, mandioca, feijão, arroz, muitas frutas, e para encher as cacimbas de água. Desse período ela tinha boas lembranças: das brincadeiras com as crianças nos terreiros, o pai chegando da roça no final do dia, os adultos conversando em volta do fogão à lenha e das fogueiras nas noites de lua cheia. Mas foi um curto período de tranquilidade.
Notícias
O povo do sertão não tinha rádio, nem acesso fácil à livros e jornais, não sabiam ler, televisão não existia, então as pessoas conversavam. Conversar e contar estórias, reais ou de “trancoso”, nas noites de lua cheia em volta das fogueiras ou perto do fogão de lenha, eram hábitos muito sedimentados nessa época. As festas eram as do calendário oficial da Igreja católica. As notícias de fora eram contadas por pessoas do poder público, padres, professores, médicos e todos que tivessem acesso às novidades. Conversar era o meio mais comum de se informar.
Minha mãe mantinha a mesma tradição: nunca gostou de televisão, gostava mesmo era de conversar, comendo cuscuz e tomando café. Eu ouvia atentamente as estórias, muitas vezes com os olhos arregalados de admiração. Mantive um diário prometendo a mim mesma transformar em livro as estórias da família. Assim, fui pesquisando e localizando os eventos nos relatos históricos o cenário dos casos contados por minha mãe e tias. Referências acompanham essa narrativa, com links para os artigos originais, e podem dar uma boa ideia do cenário da seca no nordeste do Brasil.
A Última Cabra
Joaquim manteve os colonos unidos, liderando buscas
por água e fontes de alimento, e isso os manteve vivos por algum tempo. Mas
chegou o momento em que não havia mais plantação, o gado morreu, as cacimbas
secaram, até a imburana (5) e o xique-xique,
(6) as plantas mais resistentes do nordeste, não se
achava mais. Joaquim, então, passa a gastar o que restava de sua fortuna (dinheiro,
joias e ouro) comprando alimentos e água para suprir a família e os colonos, ainda
com esperança da chuva chegar.
Um dia a tensão explodiu, pois Joaquim sabia que não tinha mais onde conseguir alimentos e água, estava desesperado, cansado, nervoso. Restavam 2 cabras para dar leite às 3 crianças, Josefa, Maria e Luiz. Ele mata os animais a tiros, enquanto a esposa, dona Nenzinha, tenta impedi-lo aos gritos, mas é tarde. Tratam a carne das cabras com sal e colocam ao sol para secar e conservá-la por mais tempo, e se preparam para partir da terra esturricada, onde sequer uma folha de capim nascia. Juntaram o pouco que sobrou e iniciaram a caminhada. A partir de então, serão mais uma família de retirantes.
A seca nordestina sempre foi agravada pela negligência política e a corrupção. Na verdade a crise hídrica foi fonte de poder, terras e riquezas. Minha mãe guardou no coração profunda tristeza e revolta contra os poderosos do nordeste, sempre donos de tudo, mesquinhos e violentos. E esta estória vai mostrar a razão disso.
Os Retirantes
A família partiu rumo à Senador Pompeu, campo do Patu (7) onde havia um centro de assistência às vítimas da Seca, montado pelo governo do Ceará, composto de um barracão, que servia de cozinha, e dois tambores de latão. Tripas de boi ou porco eram cozidas num deles e o outro continha farinha de mandioca, esse era o tipo de refeição comum, servida uma vez ao dia. Cada família tinha direito a uma cuia de tripa e outra de farinha de mandioca.
Segundo os relatos, apoiados pela história, esses centros tinham a função de conter o fluxo e circulação de retirantes, por isso foram chamados campos de concentração da seca. (8) As pessoas dos centros urbanos não queriam ver aquela gente miserável pelas ruas, pedindo no comércio local e esgotando os recursos públicos.
Embora a ração fosse limitada, o povo sabia das mercadorias trancadas nos barracões, e que eram controlados e comercializados por pessoas do poder público local. Alimentos, remédios, roupas e outros itens vindos das doações, eram vendidos cada vez mais caro. Muita gente ficou rica às custas das doações às vítimas da seca, fortunas trocaram de mãos. A de Joaquim Passos, por exemplo. Ele próprio comprara provisões até a última nota de 5.000 réis.
A Revolta de Joaquim Passos
E a Tomada dos Depósitos de Alimentos
Seu Joaquim e a família estavam num desses centros, cheios de pessoas cansadas de lutar contra o destino, a injustiça, a fome e o abandono. Joaquim estava sempre tentando arrumar uma saída digna através do trabalho, e andava pela cidade conversando para saber das notícias e de oportunidades. Era um homem preparado para negócios, tinha liderado uma fazenda, colheitas, compra e venda, e administrado muitas famílias de trabalhadores. Estava costumado a liderar, entendia de agricultura, de criação de animais e do trato com pessoas.
Mas um dia Joaquim se atrasou para buscar a refeição da família, chegou tarde e foi informado de que a comida havia acabado. Ele aflito pergunta ao funcionário da prefeitura encarregado da distribuição: “E o que a minha família vai cumê??” grosseiramente o funcionário responde: “Sua família que vá cumê capim!”
Aquilo foi a gota d´água! Joaquim Passos puxa o
facão da cinta e ataca o funcionário. Os homens vendo aquilo acontecer
colocam-se ao lado de Joaquim, já cansados da arrogância dos servidores da
prefeitura e dos desmandos do governo. Nasce uma revolta popular local, com o
povo tomando o controle dos depósitos da prefeitura. e se apropriando das
provisões. Joaquim Passos se revela um líder natural, o povo o respeita, mas a
polícia do estado do Ceará passa a caçá-lo. A história mostra que centenas de
pequenas revoltas populares, surgiram nessa época. Os poucos defensores da lei
do local, não se atreviam a enfrentar a turba furiosa, preferiam fugir. Além de
poucos agentes, eles não tinham veículos, só alguns caminhões Ford, e as buscas
eram feitas a cavalo, burro ou a pé.
Quinze Dias na Palmeira
Depois de partilharem as provisões igualmente entre as famílias do acampamento, chegou a notícia de que uma guarnição militar se aproximava da cidade para prender Joaquim. Não havia tempo para fugir, os homens do acampamento se entreolharam, sabiam que não haveria pedra em Patu que não fosse levantada e investigada. Um deles se lembrou das carnaúbas, antigas e resistentes. (6) Escolheram uma delas de copa farta, e ajudaram Joaquim a escalar apoiado por cordas. Com suas folhas de mais de um metro de comprimento, ele teria boa proteção. Com o facão aparou duas ou três folhas e improvisou um lugar onde pudesse se escorar, poderia até dormir um pouco, preso ao galhos pelas cordas. Tinha a esperança de descer em breve, mas termina ficando no abrigo improvisado por 15 dias.
Joaquim era caçador desde a infância, ele entendia o comportamento do caçador e o da presa. Tinha profundo conhecimento da região, conhecia o movimento do vento, podia ficar horas imóvel e em silêncio, com os ouvidos apurados e no controle absoluto das emoções. O Sol ardia, e até mesmo a pele acostumada ao trabalho no campo, sofria. Os pensamentos o castigavam. E a família? Como estariam Nenzinha e as crianças? Mas lembrava que os homens do acampamento prometeram zelar pela mulher e os filhos dele, e quando um homem nordestino prometia, estava sacramentado. Cumpriam com o risco da própria vida, e isso o confortava um pouco. Ajeitava-se como podia tentando se proteger com as grandes folhas da carnaúba, acreditando que no dia seguinte ele poderia descer. Não podia dormir, cochilava e acordava assustado com o risco da queda.
Ouviu várias vezes conversas que se aproximavam e se perdiam na paisagem árida, eram os agentes da lei procurando por ele. A adrenalina subia, mas ele já tinha decidido que não seria preso por um ato de justiça cometido em defesa da dignidade do povo retirante. Ia resistir mais! Já tinha resistido a 10 anos de seca e uma mudança brutal da vida. Podia esperar mais um pouco.
À noite, quando não havia risco de serem vistos, os homens do acampamento levavam comida e água, que Joaquim içava por uma corda. Não se atrevia a descer, a subida tinha sido bastante difícil na árvore de 15 metros de altura. Trocavam poucas palavras, só as notícias da família e sobre a polícia, que continuava a procurá-lo na caatinga pedregosa. Todos os esconderijos possíveis foram inspecionados mais de uma vez. Não entendiam por onde aquele homem tinha fugido, não podia ser! E insistiam nas buscas.
A Fuga
Passadas duas semanas, a polícia desiste de encontrar Joaquim na região e parte, então ele consegue empreender a fuga com a família pelo sertão afora. Os companheiros de revolta forneceram tudo que podiam para a viagem do “cabra macho”. Joaquim e Nenzinha despediram-se dos amigos com tristeza, mas os laços construídos ficaram no coração e na memória deles. Laços que os mantiveram firmes na missão de sobreviver e proteger os filhos.
Partindo de Senador Pompeu seguiram sentido sul evitando os centros urbanos, pernoitando em locas. Minha mãe lembrava de terem acampado algumas semanas embaixo de um juazeiro, onde armaram as redes, e ajeitaram o fogo numa cozinha improvisada. Nos primeiros dias comeram o que conseguiram encontrar, raízes e pequenos animais. Mas Joaquim rapidamente conseguiu trabalho, e voltava com alimentos. Ele passa de grande fazendeiro a agricultor autônomo, ganhando alguns réis por dia de trabalho nas colheitas, o suficiente para a família continuar a caminhada, rumo a Chapada do Araripe. Não podia se fixar, pois era um fugitivo, seu objetivo era se afastar do local dos eventos e dos agentes da lei.
A ironia da vida: Joaquim abandonou a fazenda da família em 1932, mas no ano seguinte, 1933, as chuvas regulares voltaram. Ele só precisava ter resistido mais um ano. Agora não podia voltar, era um foragido e o Estado já tinha se apropriado das terras.
O Monturo
Dois anos depois Joaquim se sentiu mais confiante, alugou uma casa e fixou um lar para a família. Nesse período, minha mãe conheceu e fez amizade com uma menina filha um coronel influente. O pai da menina não gostava da amizade, pois gente rica não andava com pobre, filha de um “Zé ninguém”, como se dizia. Raramente ela entrava na casa da amiga, especialmente quando o “coroné” estava. A menina, lembrava minha mãe, pedia ao pai que deixasse a amiga Maria almoçar com ela, mas raras vezes teve permissão.
A família do fazendeiro jogava muita comida fora, num canto do quintal, que chamavam de monturo, onde os cachorros comiam. Era um hábito das famílias que tinham dinheiro e alimentos em fartura, jogar comida no monturo. Não davam à gente mais pobre, pois o coronel não permitia, costumava dizer com grosseria: “não dê, senão eles acostumam!” Os agricultores ganhavam por dia trabalhado, além de incerto o trabalho, nem sempre era suficiente para alimentar a família decentemente. Minha mãe contou que um dia ela sentia tanta fome que comeu no monturo junto com os cachorros, com medo de que alguém da casa a visse.
Maria Leandro era menina inteligente, esperta, acompanhada do irmão Luís, mais novo que ela, estavam sempre em busca de ganhar algum dinheiro, encontrar água ou frutas no mato. Era comum o uso de piabas dentro dos grandes potes de barro onde se guardava a água da casa, para a manter livre de larvas. Pensando em ganhar algum dinheiro, ela convidava o irmão Luís, e lá se iam os dois pegar piabas nas cacimbas e vender nas casas. Quando conseguia algum dinheiro, ela ia na bodega e negociava um pedacinho de fumo de corda e pó de café para a mãe, dona Nenzinha, bem como o que fosse possível comprar o pouco ganho do dia.
Geralmente os dois voltavam para casa com alguma coisa. Café e o fumo de corda eram prioridades para fazer a mãe, dona Nenzinha, sorrir, mas era comum trazerem frutas e feijão. E dona Nenzinha sempre perguntava: “Maria.. tu não pegou nada nas terras dos outros, né?? olhe que é roubo e roubar é pecado!” ao que Maria respondia: “não mãe, peguei nada nas terra do coroné, não sinhora!”
Bem, nem sempre era verdade. Contava minha mãe que às vezes ela ia lá dentro da fazenda do dito cujo, para pegar a melhor manga que estivesse no pé, só de vingança. Foram poucas vezes, porque o medo da mãe era maior que do “coroné”. Mas nunca a pegaram.
Recomeçar
Os anos correram como a areia seca levada pelo
vento, e a família alugou uma casa onde se estabeleceu por algum tempo. Nessa
época, dona Nenzinha convenceu Joaquim de que uma máquina de costura seria um
bom investimento para a família. Com o dinheiro economizado do trabalho na
roça, ele conseguiu comprá-la. A decisão mudou a vida da família. Nenzinha
tornou-se uma costureira muito procurada, fazendo vestidos para as moças da
vizinhança. Com o que recebia, comprava tecidos, linhas, costurava roupas para
os filhos e ajudava nas despesas da família.
Aquela máquina acompanhou a família por muitos anos. Com ela, Nenzinha transformou linhas e tecidos em uma segunda fonte de renda. Foi uma das melhores decisões que tomaram.
Uma lembrança marcante de minha mãe, era ver a mãe dela na máquina de costura, desde cedo até tarde da noite à luz da lamparina, especialmente na época das festas da igreja. Sempre costurando para fazer dinheiro, e meu avô, Joaquim, buscando roças onde trabalhar e ganhar o dia como agricultor. Ele levava as crianças maiores para ajudar, Maria e Luís. Josefa cuidava da casa e da comida, Maria e Luís eram encarregados de trazer água da cacimba para casa. Meu avô contava sempre com Maria, a quem chamava de “meu cabra macho!” pela resistência física e coragem dela.
Assim foi a vida depois da seca destruir a fazenda, a família perambulando pelo sertão nordestino em busca de trabalho e oportunidades. A chuva tinha retornado normalizando a rotina das pessoas, mas Joaquim que nasceu filho de fazendeiro rico, teve muito dinheiro, prestígio e o comando de dezenas de colonos, passou a conhecer a realidade dura do nordestino pobre. Sempre agiu com honestidade e ensinou os filhos a viver com o que ganhassem pelo trabalho. Nunca aceitou erros, tinha nojo de corrupção, pois que ele mesmo tinha sido vítima de políticos corruptos. Pecava pela fúria, mas nunca planejou o mal.
A família esteve de mudança por duas décadas,
trabalhando e buscando lugares onde pudessem encontrar melhores oportunidades.
Outros 3 filhos chegaram, criados dentro do mesmo sistema de respeito para com
o próximo, o valor do trabalho e a atenção às oportunidades. A família Passos,
em sua jornada, esteve em muitas cidades, até chegar no Paraná, sul do país,
onde Nenzinha se despediu dessa vida.. mas essa é outra estória.
1.
Mapa do Ceará de 1930
2. Mapa - Municípios do Ceará
https://thumbs.dreamstime.com/b/mapa-administrativo-e-pol%C3%ADtico-de-ceara-do-vetor-114465798.jpg
3. Invasões Holandesas
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/invasoes-holandesas-no-brasil.htm
4. Notícias do norte: primeiros relatos da presença holandesa na Amazônia brasileira (século XVII)
https://s2-g1.glbimg.com/ymncdLdmbKUWtgr6q_vKgT0KJB8=/0x0:1600x1200/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/k/C/82L6VXTk2QmYmzyBx26Q/liliane-lima-1.jpg
7. Campos de concentração no Ceará (1915, 1932): Histórias apagadas do processo de urbanização de Fortaleza Laura Belik University of California, Berkeley Sessão Temática 06: Cidade, história e identidade cultural
https://anpur.org.br/wp-content/uploads/2023/05/st06-13.pdf#:~:text=Os%20campos%20foram%20oficialmente%20institu%C3%ADdos%20pelo%20governo,a%20press%C3%A3o%20das%20elites%20e%20autoridades%20locais
https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/#:~:text=Fortaleza%2C%20Crato%2C%20Ipu%2C%20Quixeramobim,que%20tentavam%20chegar%20%C3%A0%20capital.
Articulação entre pesquisadores e movimentos sociais assegura tombamento de campo de concentração no Ceará
https://revistapesquisa.fapesp.br/memorias-da-seca/
10. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL
A MISÉRIA DA PIEDADE: O GOVERNO DA POBREZA NO DISPOSITIVO DA CARIDADE (FORTALEZA, 1880-1930)
Antonio Nelorracion Gonçalves Ferreira
https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/50689/1/2019_tese_angferreira.pdf#:~:text=Caritas%20este%20que%2C%20ainda%20por%20cima%2C%20foi,Igreja%20no%20Cear%C3%A1%20em%20sua%20miss%C3%A3o%20religiosa%2C
11. História - Seca, fenômeno secular na vida dos nordestinos, 2009. Ano 6. Edição 48 - 10/03/2009, Por Pedro Henrique Barreto, de Brasília
https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=1214:reportagens-materias&Itemid=39
12. Palmeira – Carnaúba (a árvore da vida)
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTtIXkdAVHeXjwZ0pElNhhsLP_gA42kF5PcvOCcEy6aoQ&s=10

Que texto maravilhoso, grandioso, uma verdadeira viagem no tempo que faz cantar o coração. Parabéns Márcia 😉
ResponderExcluir🤗 obrigada!
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